13 junho 2013

Two pieces - Capitulo 4

A cada passo que eu dava em direção a minha mesa um olhar de pena era direcionado até mim. Elas sabiam, de alguma maneira todos naquele lugar sabiam do ocorrida da noite passada, é sempre assim as noticias aqui chegam na boca de um e se espalha em menos de duas horas. E lá estava eu sendo o centro das atenções no meu próprio emprego. Trabalho em uma agência de modelos e não eu não sou uma modelo, na verdade eu sou apenas a secretaria de umas das empresarias dali, pra ser mais exata, Jessica Benson. Uma jovem de 22 anos, alta, magra, loira, olhos claros e um sorriso cativante, ex-modelo de uma das melhores marcas de lingerie - Victoria Secrets - Muitas pessoas falam que eu sou a copia de Jessie, uma copia mais baixa e bem mais nova. Talvez, mas é verdade que nós somos meio parecidas. Tenho sorte em tê-la como minha chefe, já que ela não é tão severa e as vezes serve como uma ótima amiga.

Joguei minha bolsa debaixo da mesa e me sentei na cadeira, suspirei por estar me sentindo incomodada com toda aquela situação. E para ficar pior assim que levantei meu olhar quando me ajeitei na cadeira, meus olhos bateram na mesa em que Chris trabalhava, ele estava concentrado em algo na tela do computador o que fez meu coração disparar com medo de que ele olhasse para mim naquele instante. Desviei meu olhar, respirei fundo e me levantei para ir a sala de Jessie ver se ela estava precisando de algo.

- Bom dia. - abri a porta depois de bater fraco, tentando sorrir.
- Bom dia mari. - Jessie virou-se para mim com seu melhor sorriso nos lábios, deu dois passos para frente com os braços abertos e me abraçou, ok ela também sabia. - Eu soube de tudo.
- Acho que todos aqui sabem. - ri fraco pelo nariz e me afastei.
- Como se sente?
- Péssima mas eu sou forte. - menti.
- Se não estiver se sentindo muito bem, me fale, eu libero você.
- Tudo bem, obrigado mas eu prefiro ficar aqui e me distrair com o trabalho.
- Mas ele está ai.
- Eu sei, mas aqui é tudo profissional.

Jessie sorriu.

- Se precisar sabe que estou a sua disposição.
- Obrigado. - sorri - Vai precisar de algo agora?
- Só preciso da lista das candidatas para o teste de semana que vem.
- Ok, trago ela pra você já já. - Jessie sentou-se em sua cadeira enquanto eu voltei para meu lugar, procurar pela lista em que eu não me recordava onde deixei. Procurei em pastas, planilhas e o caralho a quatro mas não achei. Até que eu relaxei meu corpo sobre a cadeira e avistei a lista quase entrando na minha cara de tão perto que ela estava, em cima da mesa perto do mause do computador, quis me matar mas apenas peguei a danadinha e levei para Jessie. Voltei e tomei um café quente na cozinha, comi alguma coisa e fiquei atendendo alguns telefonemas, ajeitando algumas coisas.

Quase meio dia e eu estava morrendo de sono. Consegui alguns minutos de pausa para respirar e relaxei meu corpo na cadeira, olhei para os lados para ver se ninguém estava me olhando, debrucei-me sobre a mesa encostando a cabeça em meus braços e fechei os olhos.

- Jessie mandou lhe entregar isso. - aquela voz fez meu coração quase pular para fora do meu corpo. Espremi os olhos e levantei a cabeça olhando para aqueles olhos azuis. - Ela pediu desculpa por algo que você provavelmente saberia e pediu para você organizar os horários da agenda dela. - Jessie se sentindo mal por ter mandado Chris me entregar algo.
- Onde ela esta? - perguntei desviando meu olhar sobre os olhos de Chris.
- Saiu para resolver algumas coisas.
- Tudo bem, obrigado. - peguei a folha que ele segurava e parei de olha-lo. Chris não saiu dali, sentou-se na cadeira a minha frente e ficou me olhando. Olhei para o lado e quase todos curiosos nos olhavam.
- Posso falar com você? - ele perguntou quase num murmuro. A primeira coisa que fiz foi guardar aquele papel em minha bolsa e me levantar dali.
- Pode, mas em outro lugar, não quero plateia. - Chris levantou-se olhando ao seu redor e pela sua cara ele não gostou nada daquilo de ter gente cuidando de sua vida, afinal nem eu estava muito bem com isso. Eu não queria falar com ele, não queria nem ter que olha-lo novamente, mas agi por impulso aquela hora com tantas pessoas me olhando, estavamos em silêncio no elevador. Assim que ele se abriu caminhei para a lanchonete no andar de baixo, me sentei em uma mesa e ele logo sentou-se também. Pedi uma aguá para garçonete e Chris prefiriu tomar sua vitamina.
- Deveria comer, sabia?- ele quebrou o silêncio.
- Estou sem fome. - rodei a tampa na garrafa e coloquei sobre a mesa, cruzei os braços e fiquei encarando o nada.
- Parece cansada.
- É, eu to.

Não estava pra papo.

- Mari... me desculpa?! - criei coragem para olha-lo sem expressão alguma, quis chorar, gritar e bater nele, tive vontade também de agarra-lo, de pega-lo de volta para mim, mas o que eu apenas fiz foi dizer:
- Está desculpado. - idiota, imbecil, é isso que quer dizer? Vai lá Mariana, descarregue tudo sobre ele, diga tudo o que sente o que está preso dentro de ti. Vi Chris sorrir mas não quis dar falsas esperanças para ele - Mas apenas isso, perdoar faz bem e não vai passar disso. Não quero que me dê explicações, nem nada, só me dê um tempo Chris, um tempo para mim mesma, ok? Não me procure, quando eu me recuperar eu vou atrás de você mas porque você é um ótimo amigo, tudo bem assim?

Chris olhou em meus olhos, abaixou o olhar e depois ergueu o rosto.
- Se você quer assim, tudo bem. - ele suspirou, me conhecia muito bem para querer discordar de mim.
- Obrigado por entender. - ele sorriu fraco e botou os óculos escuros - Sabe se Jessie volta por hoje?
- Talvez mais tarde.
- Diga a ela que não estou me sentindo bem, precisei ir para casa.
- Você está bem?
- Não, acabei de dizer mas eu vou ficar. - assim que falei me levantei correndo mas Chris segurou meu braço.
- Eu te amo. - tá, ele conseguiu me deixar pior. Não consegui dizer nada, soltei meu braço e andei em direção ao meu carro, meu estomago revirava, minhas mãos tremiam e eu só queria estar em casa logo. Sai dali e botei meus oculos escuros, não encostrava meu carro por nada já que hoje havia decidido deixa-lo na rua, decidi me distrair e fazer algumas compras. Passei no mercado e comprei algumas porcarias pra comer, depois passei em uma loja de roupas, comprei um vestido novo e um casaco de frio. Aproveitei pra me atualizar e comprei algumas revistas. Quando estava voltando algo me chamou atenção.

´´Justin Bieber tonight´´

Seria muita sorte conseguir um ingresso para aquele show? Caminhei até a bilheteria e eu não estava acreditando que faria isso quando podia estar comprado um meet&great da Selena.
- Olá. - uma mulher do outro lado do vidro sorriu para mim.
- Oi, é...
- Justin Bieber? - ela brincou.
- Isso, ainda tem ingressos?
- É seu dia de sorte, foi liberado mais um lote de 100 ingressos.
- Vou querer dois. - ela digitou algo no computador, imprimiu e me entregou dois ingressos para Believe tour, eu só queria ver alguém feliz e Leticia iria surtar com aquilo.
- Tenha um otimo show.
- Obrigado. - guardei-os na bolsa e sai dali. Demorei cinco minutos para encontrar o meu carro, entrei, dei partida e segui para casa. Ainda estava muito cedo então provavelmente passaria o dia sozinha em casa.

Justin P.O.V

Fui acordado as sete horas da manhã porque teria muitas coisas para fazer. Na noite passada havia me esquecido completamente que faria um show essa noite e agora? Estou aqui caindo de sono por ter dormido  tão pouco, mais burro? Só eu mesmo. Desci do carro e botei meus óculos escuros, haviam já algumas fãs do lado de fora da arena e eu apenas acenei de longe para elas que no mesmo instante começaram a gritar, eu gosto daquilo, sempre gostei apenar do meu mau humor matinal, elas sempre me fazem sorrir. Dei duas entrevistas, ensaiei mais de três vezes. Scooter deu sua bela bronca e seus argumentos para cima de mim, Alfredo não quis dizer nada porque deve ter ficado com pena de tanto que eu já tinha ouvido, minha mãe não quis dizer mas nada aliás ela não falou nada desde ontem a noite e pra finalizar tive que suportar os paparazzis me fazendo perguntas sobre a Selena, eu não aguento.

- A arena já está ficando lotada. - Alfredo entrou falando em meu camarim, ele parecia empolgado.
- Minhas beliebers. - sorri terminando de vestir minha roupa.
- Você não me parece tão bem.
- Mas vou ficar, eu preciso de contato com meus fãs, eles irão me deixar melhor.
- Se você diz. - Fredo mexia em algo na sua câmera nova. - Cara, essa câmera é muito boa.
- É a nova?
- Sim.
- Posso ver? - me virei para ele.
- Não, tenho ciúmes. - dei risada o vendo esconder a câmera atrás de si.
- Você acha que eu vou quebrar? Só vou pegar ela.
- Pois eu acho, você quebrou a outra.
- Foi um descuido.
- Não. - ele riu - É porque você é desastrado mesmo.
- Talvez. - dei de ombros rindo. - Quando você estiver distraído, eu vou pega-la, tu vai ver...
- Não vai mesmo, não desgrudo dela.
- Uma hora você tem que dormir.
- Eu durmo com ela. - ele disse e riu.
- Eu ein. Estranho. - nós rimos. Me virei para o espelho e terminei de arrumar meu cabelo.
- Está pronto?
- Sim.

Um frio na barriga fez-me arrepiar, estranho nunca tive frio na barriga antes. Dei de ombros e segui Alfredo pelos corredores daquele lugar, ainda faltava longos minutos para começar o show mas eu precisava me aquecer.
- Justin. - me virei para trás encontrando Carly.
- Ei Carly. - dei um longe abraço nela.
- Eai, como você está?
- Vivendo e você? - ela riu.
- Estou bem, vou entrar agora, só passei pra te dar oi e um boa sorte.
- Obrigado, arrasa lá no palco.
- Pode deixar. - ela riu e saiu andando até a entrada do palco, alguns segundos depois já escutava sua voz e os gritos ecoando. Me encontrei com Mama para aquecer a voz e depois ficamos jogando conversa fora para distrair enquanto tinha Cody no palco.

Mari P.O.V

Tapei meus ouvidos enquanto Leticia tinha um pequeno ataque cardíaco quando entreguei o ingresso em sua mão. Caralho, fiquei surda, sinto isso. Ao mesmo tempo estava morrendo de rir da cena que ela estava aprontando.
- Porra mari. - ela se jogou no sofá - Cara, ainda não acredito.
- Pois é melhor você acreditar porque o show começa em duas horas.

Ela deu um pulo do sofá.
- Meu Deus. - saiu correndo para o banheiro o que me fez rir.
- Louca. - me levantei até a cozinha, fiz algo para comer e esperei que ela saísse do banho. Foi a minha vez mas diferente de lele, tomei um banho basico e sai, vesti uma roupa ( a primeira foto) e já estava pronta. Guardei o que precisaria em minha bolsa junto com as entradas.
- Estou pronta. - gritei indo para sala.
- Já vou. - Lele gritou vindo do quarto. - Vamos logo, vamos, não quero ficar para trás.
- Ok, vamos.- dei risada me levantando.
- Você tá muito linda, espero que Justin não olhe pra você.

Foi impossível não rir, se ela soubesse que ele já tinha me visto antes.

- Tudo bem, ele nem vai me ver.
- Nunca se sabe. - já estávamos no corredor.
- É, tudo é possivel.

Nós rimos.
- Bem que você podia ter comprado um meet&great. - Le comentou rindo.
- Tenho cara de rica? - me virei com cara de bosta.
- Tem. - ela riu.
- Mas não sou, já viu quanto custa?
- Já. - ela riu.
- Pois então, se eu fosse rica mandava ele fazer um strip pra você, mas eu não sou se contente com esses ingressos.
- Nossa. - ela gargalhou.
- Vamos logo realizar esse sonho seu.
- Obrigado mari. - saimos do elevador.
- Só me agradeça depois que sair da arena.
- Porque?
- Porque vai ser sonho realizado. - rimos
- Ta certo.

Confesso que até eu estava ansiosa para aquele show.


continua?
devia tar estudando pra amanhã
mentira, é prova de inglês e eu não preciso estudar pra inglês.
que soninho
kd
vcs
podem aparecer ai caralho
sdds conseguir responder todas vcs
continuo com +10 comentarios

11 junho 2013

Two Pieces - Capitulo 3

- Onde é que você estava? - assim que entrei em casa Leticia estava de plantão no sofá, praticamente deitada, com um pote de pipoca no colo enquanto assistia algum filme que eu não tive a força de olhar qual era.  - Eu te liguei pelo menos umas mil vezes e você não me atendeu.
- Desculpa meu amor. - brinquei me sentando no sofá junto á ela. - Eu perdi meu celular.
- Nossa. - ela bateu palmas - Parabéns, quer me matar mesmo de preocupação.
- Eu já pedi desculpa lele. - me deitei no ombro dela.
- E por onde você esteve? - ela me parecia mais calma.
- Eu fui dar uma volta, esfriar a cabeça...
- Chorar. - ela completou minha frase.
- Também. - ri fraco pelo nariz.
- E como você se sente? Está melhor?
- Não, me sinto com o coração partido. - respirei fundo e me ajeitei na cama antes que ela pudesse falar alguma coisa , me levantei - Vou tomar um banho.

Caminhei em direção ao banheiro arrancando a roupa pelo caminho. Entrei, fechei a porta e me encarei no espelho, eu estava horrível, meu olhos tinham olheiras profundas e a maquiagem havia escorrido deixando meu estado ainda pior. Joguei minha roupa no chão e liguei o chuveiro, me enfiei debaixo dele sentindo toda a aguá quente quase queimar minha pele. A vontade de chorar havia voltado mas eu estava cansada, estava esgotada e minha cabeça estava doendo. Eu sabia que Chris em algum momento vai me procurar e eu tenho que ser forte quando isso acontecer porque não quero chorar na frente dele ou até mesmo fazer alguma besteira. Desliguei o chuveiro depois de me lavar e me enrolei na toalha. Sai do banheiro para meu quarto, me enxuguei e vesti meu pijama. Meus olhos estavam pesados não só porque eu havia chorado muito mas também porque eu estava morrendo de sono e ainda amanhã teria que acordar cedo para trabalhar. Droga de vida, me diz ai qual o próximo golpe?
Me joguei na cama e não demorou nem dez minutos para eu pegar em um sono profundo.

Justin P.O.V

Parei o carro de frente a minha casa e pude ver o carro de minha mãe parado a poucos metros. Isso significa que lá vem bronca, então fodeo. Desci do carro ainda comendo meu doritos e respirei fundo, as luzes da sala estavam acesas e eu estava me preparando para o pior. Entrei em casa na maior tranquilidade e isso não ajudaria em nada, desliguei meu celular antes de passar para sala. Minha mãe estava sentada no sofá batendo o pé no chão freneticamente enquanto Ryan estava sentado em uma das poltronas focado na televisão. O barulho do pacote de doritos chamou a atenção dele que agora estavam voltadas para mim.

- Oi. - sorri amarelo me aproximando sentindo medo do olhar de minha mãe. Foi a melhor coisa que eu pensei para falar no momento, apesar de ser muito cara de pau da minha parte.
- Justin Drew Bieber. - minha mãe já estava de pé em forma com as mãos na cintura me fuzilando de todos os jeitos possíveis. Olhei para Ryan que murmurou um ´´eu tentei´´ me fazendo rir. - Onde é que você estava?
- Por ai. - dei de ombros com medo de sentir um tapa na cara, qual é tenho 19 anos mas minha ainda tem coragem de me bater e eu tenho medo dela.
- Por ai? - ela gritou - Você tem noção do quanto pode ser perigoso sair assim sem alguém por perto? Ainda a noite?
- Mãe, eu to bem não to? - me levantei de frente pra ela. - Eu precisava ficar sozinho.
- Não podia ser sozinho no seu quarto?
- Não, eu precisava de ar mãe, eu precisava esfriar a cabeça e dentro do meu quarto eu não consigo. Você sempre foi a unica que me entendeu, por favor... - implorei. Não deu dois segundos e minha mãe suspirou.

Dona Pattie tinha o coração mole e imaginava o quanto eu estava sofrendo, ela se aproximou e me puxou para um abraço.

- Desculpa meu filho, eu fiquei preocupada. - meu celular no bolso começou a tocar fazendo-me afastar de minha mãe. - Quem é uma hora dessas?
- Selena. - engoli seco. Minha mãe e olhou para Ryan e os dois olharam para mim preocupados. - Tudo bem, não façam essa cara eu me viro.
Sorri subindo as escadas e atendendo o telefone.
- Alô? - minha voz saiu mais baixa do que eu queria.
- Justin? - ela era a unica pessoa na qual eu não queria ter que ouvir a voz naquele momento.
- Sim, sou eu. - respondi entrando em meu quarto.
- Me desculpe estar ligando essa hora mas eu esqueci meu notebook em sua casa. - fitei o quarto por todos os lados parando meu olhar por cima da escrivaninha onde estava o notebook dela que havia esquecido a alguns dias atrás. - E eu preciso muito dele.
- Tudo bem, eu mando alguém levar em sua casa. - eu só estava querendo encerrar aquele telefonema.
- Não eu... preciso agora, eu estou por perto! 
- As três horas da manhã?
- Sim, eu estou no estúdio e minhas músicas estão nele.
- Continua gravando á madrugada? - ri fraco pelo nariz.
- É.. - ela riu - Posso passar ai agora?
- Selena... - suspirei - Eu não quero ser indelicado mas eu preciso que você entenda que eu não quero ver você ... tão cedo. - foi difícil falar aquilo mas era a verdade.

Selena ficou quieta que até me fez achar que ela havia desligado até que conseguir ouvir sua respiração.

- Eu entendo. - ela estava chorando.
- Está chorando? - me sentei - Eu não queria te magoar, mas Sel...
- Eu entendo Justin... ja disse, entendo perfeitamente. - Selena deixou escapar um soluço que me partiu mais no meio - Mas se não fosse tão importante eu nem te ligaria, eu juro. Eu prometo que será rápido.
- Tudo bem. - suspirei.
- Obrigado, tchau.
 
Parei um bom tempo olhando para o teto enquanto pensava na vida. Me levantei e fui para o banheiro, tomei um banho rápido, sai e vesti um moletom. Vi quando o carro de Selena passou o portão e me arrependi de ter deixando ela vir, peguei seu notebook e desci as escadas.
- Quem está ai? - minha mãe surgiu do além me assustando.
- Selena. - olhei para ela. - Ela veio buscar isso.
- Ah. - ela sorriu fraco - Vou dar um beijo nela e depois vou dormir.
- Ta. - fui para sala esperar enquanto minha mãe saiu rapidamente lá fora. Ryan não estava mais por lá, suspeito que ele tenha ido para casa ou subiu para alguns dos quartos. Respirei varias vezes fundo, pode parecer uma situação fácil que na verdade era mas seria dificil olhar para Selena e não poder toca-la de como eu fazia.

Tic tac, tic tac, cada segundo era torturante Decidi me levantar e ir até a sala de tv. Minha mãe estava em pé perto da perto enquanto conversava com Selena que também estava na porta, elas não me notaram de primeira mas quando eu acidentalmente eu esbarrei em um vaso que eu nem sabia da existência naquele lugar, caiu e se quebrou, elas me olharam.
- Merda. - murmurei chamando as atenções.
- Olha a boca menino. - olhei para frente e doa Pattie andava em minha direção.
- Desculpa. - ela riu passando por mim, deu um tapa em minha bunda e sumiu para outro canto da sala. ok, aquilo foi meio constrangedor. Caminhei até Selena que sorriu sem mostrar os dentes.
- Obrigado. - ela pegou o notebook de minhas mãos delicadamente e finalmente pude olha-la melhor. Selena estava com roupas de dormir, sem maquiagem e um choque alto no cabelo, seus olhos estavam vermelhos denunciando que ela havia chorado.
- Você está bem? - perguntei por mania.
- Não. - ela riu pelo nariz - Mas vou ficar.

Somos dois.

- Você me parece cansada, precisa dormir.
- Preciso terminar o meu cd.
- Mas precisa dormir.

Ela riu e eu amava aquela risada.

- Eu vou dormir, amanhã posso dormir o dia todo.
- Então faça isso. - sorri sem jeito.
- Eu preciso ir, estão me esperando. - ela guardou o notebook na bolsa e me olhou por alguns segundos. - Prometo que não te incomodo mais.
- Selena. - fiquei sem jeito - É só por algum tempo, não quero que se afaste.
- Tudo bem, entendo. Obrigado denovo. - ela se aproximou e sem jeito me abraçou. Não esperava por aquilo mas correspondi aquele abraço como se fosse o ultimo.
- Justin... - me afastei para olha-la.
- Oi? - acho que criei uma esperança tão grande naquele momento que foi um erro.
- É...eu, é.. boa noite. - vi quando uma lagrima contornou seu rosto e ela deu as costas, fechou a porta e saiu. Respirei fundo buscando forças para não chorar, não aguentava mais. Subi as escadas respirando bem fundo e quando cheguei no quarto me joguei na cama, não quis pensar nem nada, apenas fechei os olhos e dormi.

Mari P.O.V

Acordei com meu despertador tocando e aquilo me assustou um pouco. Levantei-me com muita dificuldade até o banheiro, fiz o que precisava e voltei para o quarto. Vesti minha roupa de trabalho e prendi meu cabelo. Estava pronta. Peguei a chave do carro e quando ia sair dei de cara com a touca de Justin no sofá, um sorriso pequeno brotou em meus lábios, ele havia esquecido comigo ou seja agora era minha, peguei a mesma e coloquei na cabeça. Sai de casa ainda morrendo de sono, na verdade eu não sabia como estava em pé, eram sete horas da manhã e eu tinha dormido quase as quatro. Entrei no meu carro na garagem e respirei fundo para mais um dia, só que hoje seria especialmente complicado. Parei o carro depois de meia hora rodando na cidade, em frente a agencia. Desci para enfrentar o mundo e logo de cara avistei o carro de Chris estacionado no lugar de sempre.
Seria um momento dificil.


Continua?



06 junho 2013

Two pieces - Capitulo 2

Justin P.O.V

As pessoas ao meu redor pareciam rir de mim, mas não era verdade era apenas coisa da minha cabeça. Uma ilusão. As coisas estavam tão confusas, eu me sentia diferente, como se todos ao redor do mundo me odiassem. Como se nada mais fizesse sentindo, mas no fundo eu sabia que aquilo era passageiro, que Deus me mostraria a luz no fim da escuridão. Minha cabeça rodava, não entendia direito porque eu ter ficado dessa maneira, mas eu precisava sair e ter uma noite normal como uma pessoa normal. Eu precisava de liberdade.

Scooter tentava encontrar um jeito de que a imprensa não descobrisse sobre meu termino com Selena. É, talvez seja este o motivo de eu estar me sentindo mal. É estranho ou não, mas eu ainda não entendo o que aconteceu, nós brigamos por eu não ter mais tempo para ela, então ela.. simplesmente terminou comigo. Sabe eu até entendo o lado dela, mas... nada está fazendo sentindo no momento. Meu celular não parava se quer um minuto, ligações de minha mãe, Alfredo, scooter, todos aqueles que estavam preocupados, sei como eles devem estar mas também queria que eles entendessem que agora eu só precisava de um tempo, nada demais só um tempo sozinho.

- Vai ficar tudo bem cara, isso passa. - Ryan, meu melhor amigo deu dois tapinhas no meu ombro tentando me confortar.
- Ry, faz um favor pra mim? - mirei meus olhos á ele.
- Claro, o que? - ele se sentou na poltrona do meu quarto.
- Eu vou sair mas eu preciso que você me dê cobertura.
- E vai pra onde? - seu tom de voz saiu alterado, até porque todos sabiamos que eu não poderia sair sozinho de maneira alguma, motivos? Duas opções, eu poderia ser pego por uma multidão de fãs enlouquecidas ou então um turbilhão de paparazzis e sinceramente naquele momento minhas fãs me fariam bem, mas não uma multidão, isso causaria um caos então não era uma boa idea.
- Pra algum lugar. - me levantei em direção a minha bolsa recém feita jogada ao chão
- Você tá louco né? - Ryan riu sem humor.
- Não. - vesti minha jaqueta, lá fora provavelmente estaria bem frio - Só preciso ficar sozinho em um bom lugar que tenha bastante ar, por favor Ryan.
- Isso é loucura.
- Eu sei.
- Justin, você não pode sair sozinho assim...
- Uma vez na vida não mata ninguém, e afinal está de noite. - peguei a chave do carro, celular, carteira e coloquei no bolso.
- Eu falar algo vai mudar sua decisão? - ele riu após se colocar de pé.
- Nem um pouco. - também dei risada. - Se perguntarem de mim, diga que estou no meu quarto dormindo e não quero ser incomodado.
- Beleza, toda cuidado. - ele riu saindo do quarto comigo. - Vem vou te dar cobertura. - para que eu não fosse notado nós descemos pelas escadas de casa passando pela sala de fininho até o estacionamento. Não poderia sair com meu carro porque todos saberiam quem era, peguei emprestado o carro de Ryan e o agradeci, seria melhor assim. Do lado de fora do condomínio estavam varias fãs e fotógrafos de plantão, eu até poderia parar pra falar com elas mas eles me veriam e eu não queria ser visto. Ninguém deu moral quando eu sai, afinal os vidros do carro eram escuros e eu estava de boné e óculos. Tinha ideias de alguns lugares para ir mas não conseguia me decidir. Fiquei dando voltas pela cidade até dirigir para um local.

Mari P.O.V

A dor que eu estava sentindo nos pés não era nada comparada a dor que eu sentia dentro de mim. O céu havia se fechado em poucos minutos e eu não tinha muita ideia de onde estava, só sabia que estava longe de casa. O bairro era calmo como a maioria dos bairros de L.A, ruas visivelmente paradas com pouca movimentação. De longe era possível ver a montanha de Hollywood. Lá parecia ser o lugar perfeito. Mesmo ainda um pouco longe caminhei com os saltos nas mãos, sentindo todo o asfalto gelado sobre minha pele fazendo a mesma doer com alguns obstáculos no caminho. Acho que a hora de subir foi a pior, pedras, barro, plantas, tudo para me machucar mas eu nem liguei, era como se eu tivesse levado uma anestesia em todas as partes do corpo. Ao meu lado esquerdo uma enorme letra H, de Hollywood, a minha frente a bela paisagem de Los Angeles e suas luzes. Era como... era lindo, perfeito. Ajeitei minha roupa, joguei meus sapatos no chão e me sentei de pernas de índio no chão. Parei. Observei e deixei as lagrimas caírem. As vezes tudo o que você precisa é chorar, limpar o pulmão, tirar boa parte daquela dor que você guarda... porque afinal ninguém é de ferro, todo mundo chora um dia, todo mundo precisa botar as dores pra fora de algum jeito e o meu único jeito era esse. Abracei minhas pernas e enterrei meu rosto entre os joelhos. Chorei até conseguir me esgotar, meus soluços eram altos que me causavam arrepios. Um barulho de motor de carro fez com que eu levantasse a cabeça para cima, olhei para trás e um farol entre as folhas me assustou, quem poderia ser?

Continuei ali sentada, sabia que muitas pessoas iam ali pra ficar sozinha ou pra namorarem. Apenas passei a palma da mão no rosto, enxugando as lagrimas que haviam secado e funguei o nariz. Até poderia sentir medo de que aquela pessoa fosse algum maniaco, estuprador ou algo do tipo mas naquele momento eu não estava me importando com nada. Tudo o que eu desejava era poder tirar aquela dor de mim, aquela sensação ruim.

- Posso me sentar com você? - confesso que meu coração disparou, não por quem era mas porque eu realmente levei um susto. Em meio a pouca luz eu pude reconhecer quem era, fala sério mesmo eu não sendo fã era fácil reconhecer Justin Bieber, ele tem o rosto estampado por todos os lados da cidade então é meio difícil não esquecer de como ele é.
- Claro. - eu queria dizer que não, mas seria muita falta de educação da minha parte ou não. Justin sorriu sem mostrar os dentes, ajeitou sua calça e sentou-se próximo a mim, não tão perto mas digamos que em uma distancia considerável. Naquele momento eu me perguntava se ele teria me ouvido soluçar ou até mesmo visto meu rosto inchado e vermelho. Também estava pensando em como Leticia ficaria quando soubesse daquele momento. Funguei o nariz buscando por ar e virei meu rosto até Justin, eu podia jurar, alias eu tenho certeza que consegui enxergar lagrimas em seu rosto.
- O que faz aqui? - perguntei por impulso. Justin fungou e riu fraco pelo nariz.
- Eu ia fazer a mesma pergunta. - ele passou a mão no rosto e olhou para mim.
- Perguntei primeiro. - tentei sorrir.
- Precisava ficar sozinho e você?
- Também. - desviei o olhar sentindo as lagrimas voltarem mas eu segurei porque eu estava esgotada. O silêncio voltou, o que se ouvia era o barulho do vento se chocando nas folhas das arvores.
- Desculpa ser curioso mas porque está chorando? - já comentei que apesar de não ser muito fã dele no fundo aquela voz era um tanto sexy, cara era muito linda.
- Porque eu te falaria? - o olhei.
- Seilá, porque não é normal você ver uma garota chorando sozinha, a meia noite no meio do mato.
- Também não é muito normal encontrar Justin Bieber no meio do mato, chorando... ahn, a meia noite. - ele conseguiu sorrir.
- É, talvez não seja normal mesmo.
- Então. - ele sorriu.
- Quer se abrir? - Justin perguntou.
- Ta e porque eu me abriria com você? - o olhei novamente.
- Porque parece que você precisa fazer isso...

Suspirei, talvez colocar tudo pra fora seria uma ótima deia mas com ele? Me abrir com Justin? Justin Bieber? Um dos artistas mais cobiçados de todos os tempos? Se bem que se eu contasse alguma coisa á ele, nunca mais nos veríamos e ele provavelmente esquecia.

- Não quero te encher com meus problemas. - desviei meu olhar dele, olhando para qualquer lugar.
- Não vai. - senti que Justin deu uma pequena aproximada mas aquilo não me incomodou, ele não era nenhum estranho pra mim apesar de eu ser pra ele.
- Tudo bem, mas depois não reclame porque eu avisei. - funguei novamente.
- Ok, fale...
- Eu nem sei por onde começar. - solto um riso fraco não sabendo mesmo como começar a falar - Tudo bem, exatamente quatro anos atrás a uma hora mais ou menos como está eu estava aceitando um pedido de namoro inesperado em uma festa de aniversario da sobrinha da minha amiga.
- Que interessante, conte mais. - ri pelo nariz.
- Eu nem era apaixonada, mas ele me conquistou entende? Eu me entreguei porque eu sabia que iria dar certo, porque ele era o tipo de cara perfeito que toda garota sonha acordada, Chris era apaixonante e não só porque ele é um gato mas porque ele tem uma boa personalidade.. só que minha mãe sempre dizia que as aparências enganam, que ele era perfeito demais pra ser verdade... - sentia meu rosto molhado, Justin me ouvia atentamente e isso era até engraçado - Foram um dos melhores anos na minha vida, com ele eu passei coisas perfeitas que você só vê em filme...
- Mas tudo era perfeito demais e tudo que é bom acaba rápido. - Justin me interrompeu.
- Isso. - o olhei - Ele estava estranho comigo de uns tempos pra cá e hoje... hoje eu sai pra dançar com a minha melhor amiga. Estava decidida em viver uma noite pra esquecer de todos os meus problemas mas, mas eu o encontrei lá com uma garota, foi o pior momento da minha vida, as pessoas vão dizer que é drama, que isso passa e eu sei que passa com o tempo mas, não é nada facil você ver a pessoa que você mais amou na vida beijando outra, mentindo pra você. Você se sente idiota, enganada, tudo fica... é como..
- Como se mais nada fizesse sentido e todo o seu mundo desabasse em segundos sobre você. Eu sei como se sente, sei exatamente.
- Isso. - por impulso me virei para ele. - Como você...
- Eu terminei um relacionamento de quase três anos.
- Você e a Selena...?
- Sim, nós não estamos mais juntos. - ele riu sem humor.
- Mas porque? Vocês eram tão fofos juntos. - falei por impulso não pensando do quanto aquilo poderia doer pra ele.
- Eu ainda to tentando entender tudo o que aconteceu.
- Eu sinto muito.

Justin não parecia se incomodar mas eu sabia que no fundo ouvir certas palavras estava doendo pra ele, porque qualquer que olha para ele percebe o quanto ele foi ou ainda é apaixonado por Selena, isso está estampado em seus olhos e não á como negar.

Ele era completamente diferente de como imaginei, aliás ele era perfeitamente do jeitinho que Leti sempre me descreveu. Apesar de parecer meio triste ele era brincalhão, legal e tem um ótimo papo. Não ficamos conversando muito, mas de vez em quando ele puxava assunto sobre qualquer coisa pra nos distrairmos.

- Sabe, eu nunca me imaginei batendo um papo com você porque é tipo uma coisa quase impossível. - olhei para Justin e ele sorriu.
- Tudo é possível.
- Se você diz. - me ajeitei no chão, sentindo-me incomodada e cansada de ficar sentada.
- Quer ir ali pro carro? - Justin perguntou percebendo meu desconforto mas riu logo em seguida - Por favor não leve na malicia o que eu disse.
- Desculpa mas agora que você falou eu já maliciei. - nós nos olhamos e acabamos caindo da risada, aquilo realmente foi engraçado porque eu não havia levado para esse lado.
- Mas se você quiser, nós podemos ir pro carro fazer isso mesmo. - pela pouca luz que iluminava seu rosto pude vê-lo piscar pra mim e morder os lábios. Não deu nem três segundos e eu já estava rindo novamente. - Estou brincado.
- Acho que minha melhor amiga daria tudo pra estar no meu lugar nesse momento. - dei risada.
- É? Porque?
- Porque ela é uma grande fã, tipo belieber mesmo.
- Aw, sério? - pude vê-lo sorrir.
- Sim, ela te ama muito. - falei sendo bem sincera.
- E você, não é uma belieber também? - pude sentir uma pitada de animação no seu tom de voz.
- Não. - ri sem humor.
- Porque? Você não gosta de mim? - foi inevitável não rir.
- Não pense que só porque eu não sou uma belieber que eu não gosto de você, porque eu te admiro muito, mas é que eu tenho outra paixão, outra ídola.
- Quem? - ele era bem curioso.
- Mamacita Gomez. - sorri largo e ele riu olhando para longe.
- Sério?
- Sim, sou apaixonada por ela.
- Pede ela em casamento, ela tá solteira agora. - ele foi meio grosso e ao mesmo tempão brincalhão.

Um silêncio chato pairou mas eu quis rir muito do que ele disse. Fiquei quieta me segurando até ter algo pra disfarçar.

- Que horas são? - perguntei.
- Duas e meia da manhã. - dei um pulo de onde estava desesperada, estava muito tarde.
- Meu Deus eu preciso voltar pra casa. - procurei pelo meu celular e não encontrei, era só o que me faltava ter perdido ele.
- Você mora longe? Eu posso te levar se quiser. - quando percebi Justin já estava de pé na minha frente.
- Não quero incomodar.
- Ah que papo furado, vamos logo, já estou ferrado mesmo. Me atrasar mais um pouco não vai mudar em nada. - ele segurou minha mão em um ato total de impulso e me arrastou para seu carro que não estava muito longe. Foi gentil em abrir a porta pra mim e depois dar a volta e entrar. Justin ligou o som, colocou o cinto e para não ficar estranho coloquei o meu também. Ele ligou o carro, deu ré e saiu devagar pela estradinha de terra que poucos segundos depois já estávamos andando pela cidade. Expliquei onde ficava meu apartamento para ele e ficamos em silêncio na maioria do tempo.
- Tá com fome? - Justin perguntou parando o carro de frente a uma loja de conveniência, a poucas ruas do meu prédio.
- Um pouco. - franzi o cenho vendo-o sair do carro, o que me fez sair também. - Ei, você é doido?
- Porque? - ele colocou o capuz olhando para trás.
- Não pode ser visto.
- Não tem muitas pessoas aqui, e lá dentro me chame de Derek. - eu precisei rir daquilo porque ele era um idiota. Eu estava de vestido e descalço enquanto Justin parecia um assaltante todo coberto de roupa preta, o que era muito engraçado. Ele entrou e caminhou até a parte de salgadinhos, pegou um doritos do tamanho grande, depois foi até a geladeira e pegou uma coca-cola de dois litros. De braços cruzados eu o seguia pela loja, não havia muitas pessoas mesmo, apenas um homem que estava no caixa e algumas outras como nós. Justin tirou a carteira do bolso e eu até o ajudaria a pagar se estivesse com minha carteira ali, ele me olhou e sorriu.
- Você está parecendo um panda. - não entendi muito bem o que ele quis dizer mas depois que a ficha caiu eu me desesperei.
- Ah meu Deus. - escondi o rosto entre as mãos. O fato era que eu havia passado bastante maquiagem e depois chorado feito um neném e claro que eu iria estar parecendo um panda - Que vergonha!
- Não se preocupe, está linda. - ele dizia rindo.
- Ah claro. - dei um leve tapa em seu braço sendo irônica. - Vamos logo.

Justin pegou as coisas que compramos e me olhou novamente, não entendi o porque mas eu também fiquei encarando. Até que na luz ele também é um lindão. Ele tirou a toca de sua cabeça e colocou em mim, dai eu me pergunto de onde ele tinha tirado aquilo que eu não percebi que ele estava usando? Meu Deus. Fiquei boiando e então ele saiu, voltamos para o carro e ele abriu o saco de doritos, me entregou a coca e eu tive que abrir.

- Sua mãe vai te matar? - ele perguntou.
- Moro com minha amiga.
- Ah.
- E a sua? Vai te matar?
- Ela, meu empresario, minha equipe toda, até meu cachorro vai me estrangular. - ele falou como se aquilo fosse completamente natural mas eu sei que pra ele era.
- Nossa. - ri leve abrindo a coca e dando um gole no bico que fez Justin rir. Ele dobrou a esquina e eu até senti vontade de voltar pra onde estava. - Moro logo ali. - apontei para o grande prédio entre a loja da Channel e da doces.
- Mora em um apartamento? Que demais.
- Nunca morou em um? - me virei para ele.
- Já, por isso que é demais, eu adorava.

Dei risada. Justin parou o carro e eu relaxei no banco.

- De volta  a vida normal. - abri a porta - Foi legal te conhecer, não vou virar sua fã mas acho que nunca me esquecerei de você.

Ele riu.

- Acho que eu também nunca vou me esquecer de você.
- Você apenas acha que não vai, mas vai. - ri sem humor.
- Não é verdade, olha você me ajudou de uma certa forma eu estava muito mal...
- Tudo bem Justin, você também me ajudou e eu agradeço. - dei um beijo em sua bochecha e sai do carro sem olhar para trás mas ele me chamou e eu por impulso virei.
- Ei...
- Oi? - me agachei um pouco para olha-lo melhor dentro do carro.
- Posso pelo menos saber o seu nome? - sorri.
- Mariana... Mariana Bittencourt. - por mania minha dei uma piscadinha pra ele e entrei para o prédio, apenas ouvi seu carro se afastar e sorri.



continua?
ai gente, cadê vocês? ):
sumiram? 
me diz oque acharam da nova fic
vocês sabem que eu ainda vou voltar com wof algum dia
nas férias tem my favorite vacation
agr vai ser assim....

continuo com 10 a 12 comentarios
to muito mal velho

04 junho 2013

Two Pieces - Capitulo 1

Colocava meu ultimo par de sandálias. Levantei-me da cama e caminhei até o grande espelho no canto do quarto. Dei uma volta, mais outra e pude sorrir satisfeita por me sentir bonita depois de um longo tempo com a auto estima baixa, dei o ultimo retoque no batom vermelho que deixava meus lábios mais volumosos e marcantes. O vestido cor de vinho, grudado ao meu corpo marcava bastante minhas curvas deixando-me sentir um pouco desconfortável, não queria sair de casa mas eu estava sendo obrigada por Letícia a vestir uma roupa e cair na noite com ela, sem falar que Chris, meu namorado, não iria gostar nada dessa historia.

- Mariana caralho, vamos logo. - a voz de Leticia ecoou pelo corredor oque me fez dar um pulo de susto, meu coração acelerou e eu me apressei nas coisas, ajeitei o vestido nas pernas e sai caminhando glamourosamente até a porta.
- Você anda muito nervosa princesa. - passei pela porta ignorando seu olhar fulminante sobre mim. Leticia era minha melhor e unica amiga. Conheci pouco tempo depois que me mudei para Los Angeles, quando precisei de alguém para dividir as despesas do apartamento ela foi gentil e legal concordando em morar comigo. Sabe aquele tipo de pessoa que aparece em sua vida pra te ajudar quando você mais precisa? Bem, Leticia era essa pessoa, costumo dizer que ela se tornou meu anjo da guarda, sempre que me meto em encrenca ou faço merda ela está lá pra me ajudar.
- Vamos, vamos, vamos. - ela me empurrava para fora do apartamento quase fazendo-me cair do meu salto quinze. Fui praticamente trupi cando chamar o elevador enquanto ela vinha rindo atrás de mim.
- Caralho. - resmunguei ajeitando meu sapato no pé.
- Essa noite nós vamos arrasar. - diz ela jogando seus cabelos enormes para o lado.
- Se você não me matar antes pode ter certeza.

Ela riu. O elevador chegou e nós entramos. Mexia compulsivamente os dedos um nos outros, movendo anéis de um lado para o outro enquanto esperava aquela maldição chegar ao térreo, meu medo de elevador vem desde mais cedo, não ria e nem me pergunte o porque mas eu tenho pavor de elevadores é como se eu me sentisse presa em um lugar que não fosse possível sair dali. Estranho, eu sei. Mas é uma coisa minha, algo que poucas pessoas sabem e se eu fico por muito tempo dentro de um elevador ou até mesmo um lugar muito pequeno e fechado, começo a ter falta de ar, minhas mãos soam e minha cabeça dói, é simplesmente horrível. A porta se abriu e um alivio tomou conta de todos os músculos do meu corpo, Leti caminhava na frente com a chave do carro em mãos, cumprimentei o porteiro com um leve aceno e sorri. Assim que saimos para fora do prédio um brisa gelada bateu sobre todas as partes do meu corpo que estavam descobertas. Me arrepiei de imediato.

- Nossa que frio. - murmurei caminhando até o carro. Leti destravou o mesmo e entrou rapidamente, fiz o mesmo e já fui ligando o rádio. Leticia soltou um grito estérico quando troquei de estação e estava passando uma das músicas novas de Justin Bieber.
- Cause all I need is a beauty and a beat... - ela cantarolou toda sorridente oque me fez rir revirando os olhos. - Como você sabia?
- Você acha mesmo que eu sabia? - ela riu tirando os olhos do transito rapidamente, aumentou o som e ficou cantarolando alto. Dei risada de sua histeria, tirei meu celular da bolsa e fiquei mexendo. Não que eu não goste do Justin mas eu não sou muito fã dele, não pense que eu odeie ele porque eu não odeio, eu apenas curto outros artistas, admiro muito a pessoa que ele é e suas músicas. Já Leticia é uma Belieber, acho que é assim que são chamadas as fãs dele e o fato de eu não odia-lo boa parte é por causa dela, que sempre me conta as novidades e um dia colocou pra assistirmos o filme dele, foi bacana e eu realmente adorei sua historia, mas tem uma coisa que cá entre nós ele é muito lindo e outra que eu nunca vou admitir é que com o passar do tempo ele mudou muito e anda digamos que bem... gostoso, tá você não leu isso, vamos fingir que nada aconteceu. Muitas garotas devem me achar no minimo estranha por não ser apaixonada por ele, mas eu seilá, só não curto muito, prefiro minha diva gomez. Ela é muito linda, fala sério.

Leti dobrou a esquina da danceteria que iriamos e estacionou um pouco distante.

- Nenhuma mensagem do Chris. - travei o celular soltando um suspiro triste. Leti desligou o carro e virou-se para mim, sabia que ela diria a mesma coisa de sempre mas nem disse nada.
- Você sabe muito bem oque eu acho, né? - assenti soltando um riso leve.  - Já gostei muito dele.
- Porque não gosta mais? - era minha vez de olha-la.
- Coisas. - murmurou e saiu do carro. A curiosidade tomou conta do meu ser, sai as pressas atrás dela.
- Que tipo de coisas? - quando dei por mim já estava caminhando ao seu lado.
- Nada mari, vamos curtir a noite. - diz ela após segurar meu braço.
- Não, me diz, por favor.- parei antes de chegarmos a fila.
- Olha eu não quero estragar nossa noite, mas eu não me lembro que dia eu vi Chris com uma garota, eu achei estranho mas preferi não comentar porque você mesmo disse que ele tem muitas amigas. - isso era verdade mas eu não sei oque pensar. Franzi o cenho mudando completamente meu humor, duvida, medo, tensão, tudo junto. - Por isso que eu não queria te contar.

Ela suspirou e me deu um abraço rápido.

- Você vai esquecer isso essa noite, vai colocar um mega sorriso no rosto, entrar nessa boate e esquecer dos problemas aqui fora e eu não estou apenas falando, eu estou mandando. - ela sorriu sendo sinicamente fofa e me puxou. Se era pra esquecer dos problemas eu não pensei duas vezes, pintei meu sorriso de uma forma que ninguém pudesse perceber algo de errado comigo. Nós ganhamos entradas vips e não foi preciso esperar na fila, a casa estava lotada e isso até me deu um pouco de animação. Ao som de We found love, Leti segurou a minha mão passando pelas pessoas que dançavam sem se importarem com as outras. Ela atravessou toda a pista até chegar ao bar, sempre era assim quando saiamos para dançar, primeiro nós bebíamos um pouco e depois partíamos para a pista de dança. Sentei-me na pequena banqueta preta sem apoio de costas e rodei virando-me para o barman, sorri abertamente e passei os olhos pela tabela de bebidas.
- Um sexy on the beach, por favor. - uma risada contagiante ao meu lado fez-me virar sem pressas, Leti sorria feito boba ao conversar com um garoto que era muito bonito pra falar a verdade, roupas escuras, pele e cabelos claros, posso dizer que bem sexy. Mal chegamos e já estou me sentindo a tocha humana, apesar que ela sempre passa por isso quando sai comigo e Chris, falando nele peguei meu celular novamente e digitei uma mensagem.
- Aqui está um sexy on the beach para uma sexy lady. - o homem de olhos negros ao outro lado do balcão brincou comigo, sorrindo lindamente ao me entregar o que havia pedido, não consegui ficar quieta, soltei uma risada pegando o copo de suas mãos.
- Muito obrigado. - ele piscou para mim rapidamente e saiu para atender outras pessoas. Dei apenas um gole. Pura vodca. Gostei. Dei mais outro gole e sorri, era fraca pra bebida e com apenas um copo eu estaria sorridente, terminei de beber aquela dose e pedi outra, outra e mais outra. Precisava dançar agora porque já não aguentava mais segurar minha animação sentada em uma cadeira, Leti já havia ficado com aquele garoto e apenas conversava com ele agora.
- Vamos dançar? - perguntei descendo do banco.
- Agora baby. - ela sorriu, piscou para o garoto ao seu lado e me puxou para a pista de dança. Deixei que a batida da música levasse meu corpo, em ritmo descia até o chão e voltava, Leti me acompanhava e sempre sorrindo para mim. Mexia meu quadril conforme a batida de cada música, minhas costas estavam ficando molhadas de suor mas nem me importei com aquilo, só precisava extravasar um pouco e esquecer do mundo lá fora. Um garoto dos olhos brilhantes de aproximou e começou a dançar junto a mim, não me importei porque afinal era apenas uma dança, ele tentou me beijar mas eu não deixei, não seria justo com Chris fazer isso. O garoto sorriu mas não saiu, permaneceu dançando comigo pelo menos umas três músicas. Leti estava beijando outro garoto e aquilo me fez rir, me desequilibrei e por muita sorte outro garoto me segurou, ele riu, me fitou e tentou me beijar, otimo, parece que todos querem me beijar está noite mas isso só acontece porque sou comprometida. Voltei a dançar e prestar atenção nas luzes, havia um grande espelho no teto e eu pude me ver perfeitamente, soltei uma risada voltando a olhar para baixo antes que ficasse tonta, aliás eu já estava tonta bastava apenas um deslize que eu cairia que nem merda no chão. Leti segurou minha cintura e ficou descendo até o chão, nossas risadas não se comparavam a música em surdamente alta, minhas pernas doíam mas eu não queria parar de dançar agora.

Foi ali no meio da multidão de pessoas alegres, sorridentes, pessoas que podiam estar para esquecer dos problemas, outras por diversão. Foi ali que meu mundo caiu e meu coração se quebrou. Minha vista ficou embaçada não apenas pelas lagrimas mas também pelo odio, raiva, pela angustia, fechei meu punho parando de dançar, segurando-me para não fazer o que não deveria, era como se ninguém mais existisse, meu coração ou pelo menos o resto dele estava batendo muito rápido, o sangue pulsava em minhas veias rapidamente. Enquanto eu estava preocupada em não ficar com ninguém, rejeitei dois garotos lindos, perfeitos por causa de um infeliz, um idiota que estava bem ali debaixo do meu nariz, me traindo, com a tal garota, aliás, uma das amiguinhas que ele tinha, tem noção do quanto isso tá doendo agora? Chris e eu namorávamos a quase quatro anos.

Não sou dois, três, ou nove meses, são quatro anos. Quatro anos em que neste exato momento eu estou me arrependendo de ter vivido, será que esta era a primeira vez que ele fazia aquilo? Ou apenas uma vez de muitas outras? Eu estava me sentindo uma completa idiota, porque tudo aquilo, todas as palavras e juras de amor ditas foram apenas ilusões, ele nunca me amou, nunca se quer se importou como parecia se importar.

Quantas vezes ele riu de mim quando eu disse que o amava, quantas?

- O que foi? Parou porque? - Leti chamou minha atenção.
- Veja você mesma. - apontei para direção de Chris que se comia com a garota, percebi que minhas mãos estavam tremulas. Leti abriu a boca em cara de espanto, não porque ele estava com uma garota mas por eu ter visto aquilo, ela ficou afobada, sabia que eu agiria por impulso e eu estava pouco me fodendo para o locar onde estávamos. Ignorei trilhões de palavras que tentavam me impedir e caminhei pisando fundo esbarrando em todas as pessoas que entravam em minha frente, elas não tinham culpa de nada mas naquele momento eu não estava me importanto muito com isso. Chris e Nicole se beijavam, esse era o nome da vadia, havia me lembrado.
- Então quer dizer que você não está na sua esquina hoje? - falei assim que separei os dois sem delicadeza alguma, a garota me olhou assustada, ela sabia quem eu era mas não esperava por aquilo.
- Desculpa, oque disse? - pareceu ofendida.
- Mari? - Chris se pronunciou também surpreso por me ver.
- Mariana pra você. - o olhei com raiva.
- Mari eu, eu...
- Não precisava dizer nada, eu vi tudo com os meus proprios olhos. Só curte bem a vadia. - sorri sinicamente e uma lagrima caiu, dei graças a Deus por estar escuro, quando ia sai Nicole se pronunciou.
- Você me chamou do que? - ela estava proxima demais, Leti estava do meu lado.
- Nada demais flor, só quem você é mesmo.
- Olha aqui garota... - ela apontou o dedo para mim mas eu fui rapida e dei um tapa estalado em sua mão, tirando ela de minha frente.
- Olha aqui você sua vadia, não tem moral nenhuma pra tirar satisfação comigo. - a uma altura dessas tinha perdido o controle da situação. - Eu deveria esfolar sua cara no chão, você estava com o meu namorado... - ri sem humor - Ex-namorado, e ainda acha que estava certa? Me desculpa amorzinho, mas pra mim isso é ser vagabunda.

Ela levantou novamente o dedo na minha cara e eu não pude me controlar mais, parti pra cima dela puxando seu cabelo com a maior força que eu consegui. As pessoas ao nosso redor fizeram uma roda, Leti tentava me tirar para trás e Chris também, forcei minhas unhas sobre o rosto de Nicole com bastante força até sentir afundar em sua pele, quando isso aconteceu deslizei deixando a minha marca ali, dei varias tapas e até arrisquei um soco no olho dela que com certeza ficaria roxo. Senti meu corpo ser puxado bruscamente para trás, meus cabelos me impediam de ver alguma coisa porque estavam jogados em minha cara, passei a mão no rosto tirando-os e pude ver quem me segurava. Chris tinha seus braços em volta de minha cintura e eu não pensei duas vezes em me soltar.

- Me solta seu filho da puta. - tirei bruscamente seus braços de mim, virando-me para ele e acertando-lhe um tapa estalado no rosto.
- Mari... - ele ia dizer algo mas eu sai correndo, não aguentava mais, precisava descarregar tudo. Sentia que ele estava atrás de mim, sai na rua e não havia muitas pessoas as lagrimas haviam dado o sinal de start e caiam sem parar. - Mariana, espera, para.
- Não. - gritei. - Eu não quero te ouvir, eu não quero que você venha com qualquer historia de que aquilo não foi o que parecia, eu não quero te ver nunca mais, eu não quero lembrar de você, me esquece.
Tapei meu rosto com vergonha das lagrimas.
- Mari, não faz isso. - ele se aproximo
- Não faz isso? - olhei bem para ele incrédula. Lindo como sempre. Cabelos negros, bem pentados para cima, seus olhos claros e cativantes. O garoto por quem eu me apaixonei não era mais o mesmo, não aquele que estava ali em minha frente. - Você acha mesmo que depois de tudo que eu vi, você espera que eu continue com você? Eu não quero ver você nunca mais.
- Mari, pelo amor de Deus. - ele se aproximou e segurou nos meus ombros, olhando nos meus olhos.
- Eu achei que você me amasse. - as lagrimas tinham controle por si mesmas.
- Mas eu amo você. - ele parecia desesperado.
- Então me deixa ir. - pedi baixo.
- Não.
- Chris, por favor. - tentei me afastar mas ele me puxou rapidamente fazendo meu corpo se chocar com o dele.
- Não faz isso, por favor, me perdoa. - ele me apertava de certa forma que me fazia querer deixar tudo para trás e dar uma chance, mas eu não era assim, se eu fizesse não seria eu. Me afastei e segurei seu rosto, fazendo ele olhar em meus olhos.
- Foi bom... enquanto durou. - molhei os lábios sentindo o gosto salgado das lagrimas - Mas essas coisas acontecem, a vida é assim e... agora, por mais que dificil seja...
- Não, por favor... - ele murmurou, quase como um sussurro.
- Vai cada um pra um canto, viver a vida... porque, eu, eu não vou conseguir ficar com você novamente, você me conhece muito bem e sabe que eu sou orgulhosa o suficiente pra ...

Leticia surgiu do nada sem querer atrapalhando. Ela abriu a boca pra falar alguma coisa mas fechou rapidamente, ficou nos olhos meio sem entender o que estava acontecendo.

- Adeus Chris. - minha voz saiu mais tremula do que eu pude controlar. Soltei minhas mãos de seu rosto e
pude senti-las molhadas, porque ele estava chorando? porque todo aquele desespero? Eu não entendo.

Leticia segurou minha mão e caminhamos até o carro, eu não queria ir pra casa, eu queria ficar sozinha, queria chorar, limpar o pulmão de qualquer forma possivel mas sozinha. - Eu não quero ir pra casa.

- Que? - ela parou
- Eu disse que não quero ir pra casa.
- Sem chances de eu deixar você aqui sozinha nesse estado. - ela tentou puxar meu braço.
- Por favor Leti, eu preciso ficar sozinha. Você sabe que eu não faço besteira, eu só preciso pensar um pouco. - limpei o rosto com a palma da mão.
- Mari, eu não posso.
- Porque? Eu te imploro cara... me deixa
- Promete que não vai falar com estranhos, beber, se drogar ou até mesmo tentar se matar?
- Tenho cara de quem faz isso?

Ela riu.

- Não mas não custa lembrar. - um sorriso vindo dela fez-me sentir um pouco melhor, em seguida de um longo abraço. Deixei mais algumas lagrimas cairem e me afastei.
- Eu prometo que volto antes do amanhecer, conheco essa cidade com a palma da minha mão.
- Você vai acabar me deixando preocupada.
- Eu vou ficar bem.

Ela sorriu torto.

- Sabe que eu sempre vou estar aqui pra você, né?
- Eu sei. Por isso que eu te amo. - a abracei novamente. Ela riu e se afastou.
- Se cuida. - ela deu um beijo em minha testa - E qualquer coisa liga pra mim ou pra policia.
- Beleza. - ri vendo-a se afastar. Olhei para todos os lados e não tinha a minima noção para onde ir, só deixei o vento me levar.


Continua?
LINK DA SINOPSE
com meu nome divo e a barbara palvin maaravilhosa
Eu peço perdão do fundo do meu coração mesmo.
Obrigado quem entende.
Mas eu planejei uma coisa e saiu diferente.
Então.
Essa farei com mais calma, alias tem capitulos prontos, feitos com calma.
Dois capitulos por semana tá bom?
Preciso estudar.
Eu amo vocês, sério, eu me importo.

03 junho 2013

Jovens.

Gente, preciso botar uma coisa pra fora. Talvez voces nao irao gostar mas eu nao consigo, nao ta dando mais, eu vou parar World of chances porque ela nao ta saindo do jeito que eu queria. Eu planejei uma coisa e ta saindo outra completamente diferente, entao eu vou parar ela e nao sei se algum dia eu vou refaze-la, o fato é que eu ja escrevi varias historias e eu nunca tipo me senti enjoada delas como eu to de woc, é estranho mas se ela nao sai do jeito que eu quero eu nao vou me sentir satisfeita e vou entender que voces nao estao gostando.
Voce vai parar de escrever?
Nao, vou comecar a postar outra historia que eu tenho pronta no meu computador.
Me desculpem, é serio, ta dificil.
E outra coisa, eu nao estou nada bem, meu psicologico ta fodido e boa parte pra eu nao conseguir fazer woc do jeito que imaginei é por causa disso.
Por favor, tentem me entender. Ta complicado pra mim.
Não parem de ler o blog porque eu nao vou parar de escrever, isso daqui é tudo pra mim. Eu nao ligo pra quantidade mas as poucas sao importantes.
Só isso.
Nao me odeie.
Nao me xingue.
Sao apenas problemas na minha cabeca.
Vai passar...